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Nota 1000Enem 2025320 palavrasCartilha 2026, p. 50

Redação de Caio Silva Braga, desmontada

Tema: Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira. A tese já divide o texto em dois tempos, passado e presente. O mais curto dos quatro.

Camada do texto

Todas as camadas juntas.

  • Repertório
  • Tese
  • Tópico frasal
  • Argumento
  • Fecho
  • Retomada
  • Agente
  • Ação
  • Meio
  • Finalidade
  • Conectivo
O que é cada marca
  • Repertório. Informação de fora do tema (obra, autor, fato, conceito) que sustenta a ideia.
  • Tese. A ideia central, o ponto de vista que o texto inteiro defende.
  • Tópico frasal. A primeira frase do parágrafo: diz qual argumento ele vai desenvolver.
  • Argumento. A explicação que liga o repertório à realidade brasileira.
  • Fecho. A consequência da ideia, que prende o parágrafo à tese.
  • Retomada. Volta à tese (ou ao repertório do começo) antes da proposta.
  • Agente. Quem faz: ministério, governo, escola, família, mídia.
  • Ação. O que o agente deve fazer.
  • Meio. Como a ação acontece: por meio de quê.
  • Finalidade. Para quê: o resultado que a ação busca.
  • Conectivo. Palavra ou expressão que liga uma frase à outra e diz a relação entre elas.
1Introdução

Introdução

Um livro indígena serve de ponto de partida. A tese diz que o olhar do livro não é o da sociedade brasileira nem no passado nem hoje, e isso já organiza os dois parágrafos seguintes.

Em “O Karaíba”, o autor indígena Daniel Munduruku traz narrativas dos povos originários no Brasil pré-cabralino. Nessa obra, ele retrata elementos característicos das culturas e dos costumes das comunidades tradicionais, como o respeito aos mais velhos e à sua sabedoria.1 Nesse contexto, é nítido que a perspectiva das personagens do livro não reflete a forma como a sociedade brasileira enxergou o envelhecimento ao longo do tempo, tampouco as tendências mais modernas disso.2

  1. 1Repertório
  2. 2Tese
2Desenvolvimento

Antes: envelhecer como privilégio

Parágrafo do passado: a Lei do Sexagenário (repertório histórico) e a explicação de por que a lei não era uma conquista.

Historicamente, no Brasil, envelhecer é um privilégio, não um direito.1 Isso é evidenciado por estratégias de manutenção da ordem social implementadas pelas elites, como a promulgação da Lei do Sexagenário – uma das leis pré-abolicionistas, que libertava escravizados maiores de sessenta anos.2 Ao contrário do senso comum, que vê essa medida como uma conquista para eles, a historiografia entende que essa medida não tinha intenções reais de oferecer liberdade a essas pessoas, pois suas expectativas de vida eram baixíssimas.3 Nesse cenário, portanto, envelhecer não era uma oportunidade para todos os brasileiros, mas um privilégio de alguns.4

  1. 1Tópico frasal
  2. 2Repertório
  3. 3Argumento
  4. 4Fecho
3Desenvolvimento

Agora: o idoso como protagonista

Parágrafo do presente: o filme “Vitória” mostra o idoso protagonista. Repare em como “Por outro lado” liga o parágrafo ao anterior.

Por outro lado, correntes contemporâneas de pensamento colocam os idosos e o envelhecimento em outras posições: de enfrentamento ao etarismo, de atividade física e econômica e de engajamento político e social.1 Um exemplo disso é o filme estrelado por Fernanda Montenegro, em 2025, “Vitória”, em que a atriz interpreta uma senhora em uma comunidade periférica no Rio de Janeiro e expõe suas denúncias contra a violência e o tráfico onde vive.2 Sob essa óptica, a figura do idoso deixa um espaço de fragilidade e impotência e passa a assumir protagonismo de sua própria vida.3

  1. 1Tópico frasal
  2. 2Repertório
  3. 3Fecho
4Conclusão

Conclusão

Conclusão enxuta: uma frase retoma o tema e a proposta usa um projeto real (Cin-UFPE) como meio.

Dessa forma, tendo em vista as múltiplas perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira1, é necessário que o Ministério da Educação2, por meio de iniciativas de capacitação e autonomia para idosos – como o “projeto envelhecer” do Cin-UFPE, que os ensina a conviver no ambiente digital –3 atue na formação dessas pessoas4 para que resgatem sua independência bem.5

  1. 1Retomada
  2. 2Agente
  3. 3Meio
  4. 4Ação
  5. 5Finalidade

O que levar daqui

  • Uma tese em dois tempos (passado e presente) já monta o texto: um parágrafo para cada tempo.
  • “Historicamente” e “Por outro lado” abrem parágrafos de contraste e mostram o caminho ao leitor.
  • Um projeto real (Cin-UFPE) como meio deixa a proposta concreta.

Repertórios usados

  • Literatura indígena: “O Karaíba”, de Daniel Munduruku
  • História: Lei do Sexagenário
  • Cinema: “Vitória” (2025)

Usar o mesmo repertório em outro tema só funciona se ele responder ao seu recorte. Veja a aula de repertório.

O que o Inep escreveu sobre este texto

Comentários oficiais da cartilha, literais, ao lado do trecho a que se referem.

Agora a sua vez

Escreva a sua redação seguindo o desenho, sem copiar frases. A correção vem por competência, com comentários no trecho e a nota como estimativa com faixa.

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Fonte: Inep. A redação do Enem 2026: cartilha do participante, p. 50. Texto reproduzido como publicado pelo Inep; a marcação e as observações são do Redaciona.